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Dez mil pessoas marcharam em Portugal contra a fome


Iniciativa promovida pelo PAM permitiu recolher cem mil euros

Cerca de dez mil pessoas marcharam hoje contra a fome em Lisboa, Porto, Coimbra e Angra do Heroísmo, um projecto promovido pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) e a empresa logística TNT.

Segundo a organização, a cidade portuguesa que recebeu mais participantes foi Lisboa, com 5500 pessoas a marcharem cinco quilómetros, entre a Torre de Belém e a Doca de Santo Amaro. No Porto, participaram 3500 pessoas, em Coimbra 700 e em Angra do Heroísmo 400.

Para se juntarem a esta iniciativa, os portugueses contribuíram com dez euros, que revertem integralmente para o PAM.

A iniciativa permitiu, assim, angariar cerca de 100 mil euros, um valor que o PAM diz ser suficiente para educar e alimentar 3703 crianças durante um ano.

Esta foi a segunda vez que cidades portuguesas se juntaram à iniciativa internacional "End Hunger - Walk the World", que assinala o Dia Mundial da Criança e que começou em 2003 com a participação de dez países asiáticos, alargando-se a 70 países em 2004.

Este ano, a iniciativa alargou-se a 70 países, onde estavam previstas 250 marchas contra a fome para minimizar as carências alimentares e educacionais das crianças de todo o Mundo.

"Esta marcha é uma organização conjunta da empresa de logística TNT e do Programa Alimentar Mundial, que visa essencialmente contribuir para a alimentação e educação das crianças que por esse mundo fora morrem à fome", explicou José Correia, um dos membros da organização em Portugal.

"Só para termos uma ideia, seis milhões de crianças morrem todos os anos e não podemos aceitar isso", acrescentou.

Entre os milhares de participantes, de todas as idades, a principal motivação é a consciência de que há muita gente, principalmente crianças, que nada têm para comer. "É uma causa muito boa, que haja pelo menos uma vez por ano para se poder ajudar alguém desta forma", explicou Olga Santos, uma das participantes.

"A mim neste momento não me custa, 10 euros ainda é uma verba de que eu posso dispor. Achei muito importante porque a fome é uma coisa muito má", disse, por seu lado, João Moço.

Em 2007, o projecto "End Hunger - Walk the World" contou com a participação de 550 mil pessoas de 93 países que ajudaram a alimentar pelo menos 25 mil crianças durante um ano, segundo dados da organização.

01.06.2008 - 16h50 Lusa

Comentários

Token disse…
Portugal passa por um período de grave instabilidade e o grosso da população, incluindo o Presidente só fala de futebol!... O país precisa de combater o ritmo de crescimento galopante do flagelo do desemprego... Não é saudável alguém que dedicou décadas de vida num posto de trabalho honesto, ser despedido, para ficar sem perspectivas futuras, vivendo das últimas poupanças e a sentir a deterioração do ambiente social e familiar, até ao dia em que ouve os filhos esfomeados pedirem pão e ter de explicar que não tem... Custa, e muito, sentir-se apagado do tecido social, ser tornado um pária, sem sonhos, sem ilusões, sem apoio, sem outra saída que não a procura de uma arma e de oportunidades de capitalizar o seu uso para obter lucro imediato, sem pudor de atentar contra ou tirar a vida de outrem... Até ao dia em que já embrenhado no mundo do crime, tenha de usar a outra mão para empurrar o punhal bem fundo antes de torcer e rasgar, salvaguardando o anonimato, vital na carreira... Calma! Vamos meditar sobre o assunto... Depois fingem que neste país não há zonas onde a partir das 22h aquilo é só mitras de fusca ou ponta-e-mola vindos de todos os bairros de lata a mamar quartas de kiza e a traficar ou misturar drogas, uns nem dinheiro têm para pagar, sussurram aos ouvidos dos outros e vão em grupo passar meia-hora fechados numa casa-de-banho. Negras com altos cus ou universitárias em locais pouco iluminados a fazer com desconhecidos o que negam aos namorados para pagar dívidas, e os trocos ficam marcados no rosto, gente a segurar na cabeça de quem vomita até se fartarem e largarem-na na poça, a polícia passa brevemente por lá e leva com o dedo ou cuspo, seringas e preservativos usados na via pública, gente mijada ou a ressacar, pedófilos e prostitutas a rondar o perímetro, ameaças com armas de fogo ligeiras, agressões e facadas superficiais que ficam no anonimato para proteger outros negócios, menores introduzidos ao cheiro de lixo e mijo aliciados ao consumo de drogas, assaltados e a serem assediados por ambos os sexos... E ninguém põe mão no assunto! Em Portugal há este espírito passivo, se algo está mal, vamos olhar para o lado e recordar um bom momento...

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