quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Why Can't We Sell Charity Like We Sell Perfume?

Um texto muito interessante sobre a forma como a sociedade escrutina os profissionais de fundraisng Dá que pensar esta reflexão de Dan Pallotta. O artigo completo aqui.

First, we allow the for-profit sector to pay people competitive wages based on the value they produce. But we have a visceral reaction to the idea of anyone making very much money helping other people. Want to pay someone $5 million to develop a blockbuster videogame filled with violence? Go for it. Want to pay someone a half-million dollars to try to find a cure for pediatric leukemia? You're considered a parasite.

Consignação dos 0,5% do IRS continua a ser uma oportunidade de crescimento


Em 10 anos os fundos gerados pela consignação dos 0,5% do IRS tiveram um crescimento exponencial, representando um aumento do número de agregados familiares que indicam a Instituição a quem “dar”.

Esta realidade é uma oportunidade que as Instituições de Solidariedade Social estão a aproveitar e trabalhar de tal forma que passou a ser, para muitas, uma actividade de marketing já no calendário.


Leia aqui o artigo completo da Call To Action

domingo, 8 de Junho de 2014

Crowdfunding em Portugal


A maior parte dos portugueses desconhece o conceito mas mesmo assim as plataformas de crowdfunding já terão angariado, desde a sua criação em Portugal em 2011, cerca de um milhão de euros. Este valor é ainda reduzido, sobretudo se comparado com o mercado norte-americano, mas a tendência é de crescimento.

Perante a falta de dados oficiais, a estimativa é avançada por Yoann Nesme, um dos co-fundadores da maior plataforma de financiamento colaborativo online em Portugal, a PPL. Nesta plataforma, a taxa de sucesso ronda os 49% e foram angariados até ao momento mais de 500 mil euros para apoiar 170 projectos.

Através da página de Internet da Massivemov, outras das maiores plataformas também criada em 2011, já foram financiados 33 projectos, num total de 103,5 mil euros, com uma taxa de sucesso de 52%.

O valor médio de apoio situa-se nos 33 euros no caso da PPL e nos 46 euros na Massivemov. As candidaturas já chegam aos milhares, mas apenas uma pequena parte delas acaba por ser publicada e, destas, muitas nem chegam a conseguir o montante pedido.

Apesar da "rápida progressão" deste mercado, assinalada por outro co-fundador da PPL, Pedro Domingos, a verdade é que o mercado português de crowdfunding ainda está a dar os primeiros passos, possuindo um "enorme potencial" como complemento ao financiamento tradicional.

"Há um desconhecimento geral, mais de 90% das pessoas não sabe o que é o crowdfunding e nas empresas, que são os grandes potenciais interessados, talvez o desconhecimento ainda seja maior", disse à Lusa Victor Ruivo, diretor-geral da MarkUp, outra empresa que promove projectos de crowdfunding em Portugal.

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a escala é muito superior à portuguesa, os valores angariados atingiram os 5,1 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros) só em 2013. O projecto de um dos primeiros relógios inteligentes do mercado, o Pebble, angariou mais de dez milhões de dólares (7,3 milhões de euros) em apenas 37 dias.

“Nos Estados Unidos olha-se para o financiamento colaborativo como para a bolsa ou os fundos de investimento. Mas cá, a cultura de empreendedorismo é baseada no Estado e nos apoios sociais", disse Victor Ruivo.

Em Portugal, a PPL e a Massivemov são as duas plataformas generalistas mais conhecidas, das poucas que existem, destacando-se depois a Olmo e o Bes Crowdfunding (trabalha em colaboração com a PPL), ambas para promover e apoiar projectos de natureza social.

Por sua vez, a MarkUp entrou no mercado com um conceito inovador: criou cinco redes sociais especificamente para o mundo lusófono e os temas da moda e música, disponibilizando um serviço que designou de crowdfinding, que permite "encontrar dentro da multidão as pessoas certas e com interesses semelhantes" para apoiar os projectos.

Desde filmes a campanhas políticas
Em Portugal, a maior parte de projectos financiados por crowdfunding são culturais, sociais e desportivos. O projecto de longa-metragem "Por Ela" do humorista Nuno Markl foi até hoje o que mais dinheiro angariou - mais de 40 mil euros - apesar de não ter conseguido a totalidade dos fundos.

O projecto 3D Antártida, da Universidade de Lisboa, para a monitorização de terrenos, foi o segundo mais financiado, com mais de 20 mil euros.

A nível político, também a campanha do candidato à Câmara de Lisboa António Costa recorreu ao financiamento colaborativo no PPL, levando a cabo a primeira acção de crowdfunding de âmbito político a nível europeu.

Em Inglaterra, por exemplo, este tipo de financiamento colectivo já serviu para a construção de pontes pedonais, de escorregas aquáticos em pleno centro da cidade, instalação de energia solar em edifícios municipais e até pianos públicos.

O conceito de crowdfunding envolve multidões de desconhecidos dispostos a financiar projectos, através de plataformas online, entregando contribuições monetárias a partir de um euro. Em troca, estes investidores recebem uma contrapartida em linha com o valor entregue. O prémio pode passar por um CD autografado, o acesso ao backstage no caso de projectos musicais, ou a entrega de acções no caso de empresas.

Contudo, as contribuições são devolvidas aos investidores sempre que não atinjam o valor definido pelo promotor do projecto no período de tempo estabelecido, geralmente curto.

Em Portugal, o número de campanhas financiadas tem vindo a aumentar rapidamente e só em Abril a PPL permitiu o financiamento de 21 campanhas, face às cinco alcançadas no mesmo mês do ano passado. Apesar da evolução registada, o financiamento colectivo ainda encontra vários obstáculos no país, entre eles as dificuldades em utilizar as plataformas e nos pagamentos online e até algum sentimento de insegurança sobre o destino do dinheiro.

fonte Lusa/Publico

quinta-feira, 5 de Junho de 2014

Plataforma torna mais fácil dar e receber

Foi inaugurada recentemente a plataforma Dar e Receber, um projecto de solidariedade lançado numa parceria da Entreajuda com a Cáritas Portuguesa.

A plataforma tem por objectivo central aproximar quem tem de quem precisa.

A presidente da Entreajuda, Isabel Jonet, define prioridades e diz que a plataforma tem um triplo objectivo: “Por um lado, pretende facilitar o encaminhamento de situações de necessidade para instituições de solidariedade social que prestam apoio. Por outro lado, tem uma bolsa de voluntariado onde as pessoas se podem inscrever para dar o seu tempo de voluntário e as instituições podem ir à procura de voluntários que possam ajudá-las nas suas actividades. Em terceiro lugar, tem um banco de bens, onde quem tem bens, como uma cadeira de bebés ou uma cadeira de rodas, pode doar a instituições precisem deles ou que as reencaminhem para famílias que precisam.”

O projecto é de âmbito nacional e pretende, segundo Isabel Jonet, "dar visibilidade a projectos que já existem e que, muitas vezes, não são reconhecidos, porque não têm, até, estrutura ou constituição jurídica, não são IPSS, e pomos em conjunto com organizações que possam ajudar.”

fonte RR

quarta-feira, 4 de Junho de 2014

Adopta um padre



Para recolher fundos, as dioceses lançaram uma campanha sem
precedentes na internet usando as mesmas ferramentas de um site popular

para os jovens.
"Um produto 100% divino que precisa de si em adopteuncure.com (trad: adoptaumpadre.com".
 
Não é uma piada de mau gosto, é uma campanha de angariação de fundos, lançada
recentemente na net pelas seis dioceses da Normandia. Além do clássico apelo
à generosidade, a Igreja espera arrecadar dinheiro através de "adopteuncuré.com ".

O objetivo ? Atrair jovens doadores para a côngrua (francês: denier du culte),
uma contribuição paga pelos fiéis para sustentar o clero e apoiar as atividades da Igreja.

A campanha, transmitida exclusivamente na internet, "tem como alvo o segmento
18-40 anos", disse o vigário-geral da diocese de Bayeux , o Padre Xavier Signagout.

Fonte: Le Figaró através do Sol

terça-feira, 3 de Junho de 2014

Angariação de donativos nas ONGD portuguesas


Olá Amigos,
há algum tempo que não publico nada neste blog, e por esta ausência, peço desculpa :)

Hoje gostaria de dar a conhecer um grupo interessantíssimo, o GBU (Grupo Bíblico Universitário), uma associação cristã de jovens universitários que procura conhecer, viver e comunicar a mensagem cristã nos estabelecimentos de Ensino Superior em Portugal. Se quiserem saber mais sobre esta organização, por favor, acompanhem o grupo GBU no Facebook.
 
Que tem isto a ver com o nosso blog?

A GBU é uma organização pequena mas já está a tomar o fundraising muito a sério. No último Seminário da Call to Action, tive a alegria de conhecer o Tiago Carmona, o dinamizador e responsável pela angariação de fundos desta associação. O Tiago é um estudioso e um fundraiser respeitável. Recentemente apresentou no ISCTE uma tese de mestrado notável, sobre um tema muito interessante: ANGARIAÇÃO DE DONATIVOS NAS ONGD PORTUGUESAS.

Nas palavras do Tiago "esta investigação procura analisar em que medida as ONGD portuguesas estão a utilizar a angariação de donativos (particulares) para assegurar o seu financiamento na atual conjuntura política e económica, tomando por referência o período de 2008 a 2011."

Para este trabalho foram realizados estudos de caso com três organizações: Fundação AMI, OIKOS e Leigos para o Desenvolvimento.

Não deixem de ler este trabalho!

Sem revelar as conclusões deste estudo, gostaria de assinalar com agrado o crescente interesse por esta temática em Portugal. Muito particularmente, acredito que esta "descoberta" da importãncia estratégica dos doadores individuais só pode ser benéfica para a saude e o futuro do fundraising em Portugal.

Obrigado Tiago!

PS: Para os que não têm tempo para ler toda a tese podem ver aqui um resumo Prezi.
 

sexta-feira, 30 de Maio de 2014

Vencedor de prémio do Euromilhões vai doar 50 milhões de euros

Um francês, que ganhou um prémio do Euromilhões em Fevereiro no valor de 72 milhões de euros, vai doar 50 milhões a associações solidárias do seu país. A doação do homem, que pediu o anonimato, à entidade que gere os jogos de sorte é uma das maiores alguma vez feita por vencedores daquele jogo. 

Segundo a RTL, o francês validou o boletim em Haute-Garonne, sudoeste de França, e após ser conhecida a chave sorteada ainda levou alguns dias a reclamar o prémio de 72.149.579 euros. Três meses após o sorteio, o homem vai doar quase dois terços do prémio a associações de solidariedade de um dos nove países que participa no Euromilhões, incluindo Portugal. 

A FDJ, entidade francesa que gere os jogos da sorte, indica que o vencedor é um homem com cerca de 50 anos, sem filhos, que tem uma “fibra solidária”. É um “generoso doador anónimo” e pretende seguir com “atenção o que irá acontecer com os fundos”, acrescentou, citada pela AFP.

Não é a primeira vez que um francês vencedor do Euromilhões se associa a iniciativas de solidariedade. O detentor do recorde do prémio, que ganhou 169 milhões de euros em Novembro de 2012, criou uma fundação de caridade, na qual aplicou cerca de 12 milhões de euros.

in Público

segunda-feira, 31 de Março de 2014

6º Seminário Fundraising Call to Action

Amigos, falta um pouco mais de uma semana para voltarmos a encontra-nos no maior evento de fundraising organizado em Portugal.

"Nesta 6ª edição do maior evento anual sobre Angariação de Fundos, queremos mostrar o Fundraising em ação. O que realmente está a acontecer no nosso mercado. Os casos de sucesso em Portugal, as provas de que o dia a dia das organizações não lucrativas no nosso país ganharam uma nova dinâmica de angariação de fundos"

Se ainda não fizeram a vossa inscrição não percam tempo. Aqui estão as informações necessárias: 
http://seminario2014.calltoaction.pt/

Vale bem a pena!
Até já!

terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

Portugueses cada vez mais solidários


Os portugueses estão mais solidários face ao que acontecia há três anos. Segundo um estudo realizado este ano, 30% dos portugueses contribuem de forma regular com donativos para acções de solidariedade social, enquanto em 2010 a percentagem se ficava pelos 11%.
“As pessoas têm mais atenção no que diz respeito à solidariedade social. Ouvimos todos os dias nas notícias casos de pessoas que precisam de ajuda e cada um de nós conhece alguém que está em necessidade”, explica Luísa Villar, presidente da associação Link, responsável pelo estudo Solidariedade e a Responsabilidade Social em Portugal: Onde Estamos?, que foi apresentado nesta quarta-feira em Lisboa.
Contudo, apesar do aumento do número de pessoas que contribuem regularmente para acções de solidariedade, são também mais os inquiridos que afirmam não contribuir para qualquer causa solidária (eram 46% em 2010, contra 54% em 2013), dos quais fazem parte os indivíduos que já deram apoio a instituições ou ONG no passado e que agora deixaram de fazê-lo de forma regular e que aumentaram de 11% para 22%)
De acordo com os resultados, os portugueses preferem ajudar através do donativo de bens alimentares (74%), seguindo-se o voluntariado (35%), os donativos em peditório de rua (31%) e os donativos no momento do pagamento de compras (27%).
“Os portugueses ajudam se não lhes der trabalho”, refere Luísa Villar, para explicar o facto de a doação de bens alimentares ser a principal escolha dos inquiridos. “Se for comprar um pacote de arroz, compro dois e isso não custa nada”, acrescenta.
O mesmo argumento ajuda a explicar por que os donativos por transferência bancária não são comuns entre os inquiridos, representando apenas 12% das preferências. “Nos Estados Unidos, cada pessoa contribui para uma ou duas associações por transferência bancária todos os meses. Aqui, as pessoas não gostam disso, dá-lhes trabalho e não gostam de ajudar sempre a mesma instituição”, explica a presidente da Link.
No entanto, se a doação de bens alimentares aumentou, o mesmo não se pode dizer do voluntariado, que diminuiu sete pontos percentuais face a 2010 (de 42% para 35%). Quanto ao seu perfil, a maioria dos voluntários tem entre 18 e 24 anos e tem maior prevalência no interior do país. Quanto às pessoas que fazem donativos, têm maioritariamente entre 45 e 54 anos e concentram-se sobretudo no Litoral Norte do país, não existindo diferenças de comportamento entre homens e mulheres nos dois casos.
As crianças e os idosos são os grupos considerados prioritários para o apoio social por 76% dos inquiridos. Seguem-se os deficientes (54%), os doentes (51%) e os sem-abrigo (48%).
O estudo revela ainda que 81% das pessoas entendem que a realização de acções de causas sociais deveria ocorrer ao longo do ano e não apenas no Natal, o que representa um aumento face aos 70% em 2010.
Quanto às acções de solidariedade social, o Banco Alimentar é a mais conhecida dos portugueses (32%), seguindo-se a campanha Arredonda, (com 7%). As marcas mais associadas a acções de carácter social são o Continente (25%), o Lidl (11%) e o Pingo Doce (9%).
O estudo foi feito com base nas respostas de 1021 indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos, distribuídos proporcionalmente por todas as regiões de Portugal continental. Os inquéritos foram conduzidos entre 17 e 28 de Maio pela empresa GfK, através de entrevistas directas nas residências dos inquiridos.