Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta opinião

Choradinho, tristeza e culpa em Fundraising

Neste final do ano, acompanhei inúmeros apelos feitos por diversas organizações a quem estou ligado, seja através de correspondência por correio, seja através de anúncios na Internet, rádio e TV.

O mês de Dezembro é por excelência um tempo em que recebemos muitas solicitações para apoiar as mais diversas causas. Devido ao meu trabalho, interessa-me, particularmente, a forma como é feita a comunicação destas causas.

A maior parte das campanhas apelam ao nosso lado sentimental, o que está certo, mas reconheço que não me sinto confortável quando uma mensagem me faz sentir culpado.

Algumas campanhas são engraçadas, têm humor e algum bom gosto. Outras são chatas, aborrecidas ou mesmo chocantes. Existem anúncios deprimentes, e eu não preciso de ficar deprimido nesta quadra de Natal e Ano Novo. Aliás, desconfio que nunca ninguém quer ficar deprimido, muito menos as pessoas que colaboram com as nossas causas, doadores, benfeitores, colaboradores, fãs, seguidores, embaixadores, etc., querem conh…

Seminário Call to Action

Gostei de participar no 4º Seminário da Call to Action.
Bons conteúdos, muita animação, caras conhecidas e rostos novos, organização impecável, pormenores deliciosos, alegria e muito entusiasmo.

De ano para ano este seminário está a ficar cada vez melhor. Não se trata apenas de apreender coisas novas mas trata-se sobretudo de ficar inspirado e ir beber do enorme entusiasmo que os fundraisers excepcionais têm para partilhar com todos nós: Bernard Ross, John Kelly, Isabel Silveira Godinho, Raquel Campos Franco, Carlos Azevedo, Luísa Villar...

Parabéns a Madalena e Mariana pelo excelente trabalho!

What do donors really want to do?

One of the most important principles of fundraising is this:  What people say about their charity has little to do with what they do.

Once you believe that, you'll stop taking terrible advice.

But don't just take my word for it.  Here's evidence from Nick Aldridge's blog:  Does actual giving behaviour match expressed giving preferences?

This interesting study compares what some UK survey respondents said they'd give £1 to with what people actually gave £1 to on eBay, when asked to donate during the checkout process.

"Help small UK charities stay open and help local people" did well in the survey but poorly in real giving.
"Give a child in Kosovo a pair of shoes and warm gloves that they can wear to school" did poorly in the survey but pretty well in real giving.

Conclusion?

... potential donors may turn out be more responsive to simple, emotive imagery than they claim or indeed believe. Conversely, donors may overestimate their interest in discrim…

Solidariedade profissional

Acabei de receber mais um e-mail que promete polémica.

Concordo com a denúncia mas também é verdade que há custos operacionais que devem ser pagos. Ninguém se deve aproveitar destas situações de carência e catástrofe com fins perversos.

Não concordo com a ideia de que a solidariedade deve ser gratuita.
Cada vez mais acredito que o serviço solidário deve ser profissional, competente, ágil, eficaz... e portanto deve ser pago. Sem prejuízo do altruísmo, da espontaneidade, da caridade cristã, da generosidade genuína.

......................................................................................................................
«Porque é que os madeirenses receberam 2.000.000 € da solidariedade nacional, quando o que foi doado era de 2.880.000 €? Para onde foi esta "pequena" parcela de 880.000 € ?

A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.
Pelas televisões a promo…

POPOTA & Co

Depois de colocar o post "movimento anti-Popota" verifiquei um aumento de visitas no blog e um número invulgar de comentários interessantes e até insultuosos.

Quer isto dizer várias coisas:

- O acto de dar ultrapassa a lógica da razão e move-se mais no registo das emoções. Damos por impulso, porque nos emocionamos, porque algo nos toca e mexe connosco, porque sentimos que podemos mudar a realidade e porque aspiramos por um mundo melhor, mais humano, mais solidário...

- Tudo aquilo que está a ser feito com a ajuda de figuras como a Popota e a Leopoldina tem, aparentemente, um fundo bom, solidário e altruísta. A ideia é mobilizar a sociedade para que ajude a melhorar algumas situações concretas de carência da nossa sociedade, como os serviços de geriatria e pediatria dos hospitais públicos portugueses.

- No entanto, as mensagens subliminares que passam são bem claras: "venham ao Continente/Modelo", "ao comprar está a ajudar", "ao arredondar está a ajud…

Are there creative ways to publicly thank donors?

- My organization is building an endowment fund and several people have made generous donations in the past few months. Of course, we've thanked them personally, but we want to find a more "public" way of recognizing them. We will include them in a special list in our Annual Report, but you have any additional recommendations or resources on donor recognition categories, donor recognition events, donor recognition memorabilia (like a big plaque with their names on it!), etc.?

- Great question! And congratulations on growing your endowment! That is such a critical investment in your future!

There are literally an unlimited number of ways to creatively thank donors.

I'm a fan of publicly recognizing donors within the institution and giving them something to remember us by as well. The first tells the story of philanthropy and community support to the people we serve and those that visit us. I know many people use a donor wall done by companies like Partners in Recognit…

O que é o Fundraising?

«O conjunto de estratégias e procedimentos que levam as pessoas a darem voluntariamente recursos financeiros»

- O seu objetivo é conseguir doações;
- Mais do que conseguir doações, é conseguir doadores;
- Mais do que conseguir doadores é montar um sistema de conquista de doadores;
- Um sistema que os leve a doar cada vez mais e com maior frequência;
- Por fim, um sistema que os leve a deixarem um legado;
- E que façam tudo isso com alegria identificando-se com a causa da instituição.

Solidariedade vs. Demagogia

«Haiti: solidariedade ou demagogia?
por Renato Teixeira

100 milhões de dólares do FMI, 100 milhões de dólares do governo dos EUA, 100 milhões de dólares do Banco Mundial, 15 milhões do Brasil, 10 milhões da Espanha, 10 milhões do Reino Unido, 1,5 milhões da modelo Gisele Bündchen, 1 milhão da Cruz Vermelha, 1 milhão da UPS (United Parcel Service), 1 milhão do Brad Pitt e da Angelina Jolie, 600 mil da Walmart, 500 mil dos Yankees, 250 mil da Madona, 250 mil do Lance Amstrong, 250 mil do Maradona, 200 mil do Banco Interamericano, 100 mil da Hollywood Foreign Press Association, 20 mil da AMI, e meia dúzia de euros do Arrastão é o valor das doações já anunciadas para a tragédia do Haiti. A estes valores falta ainda somar o dos doadores habituais: Bill Gates, Bob Geldof, U2, FIFA e samaritanos afins que ainda não anunciaram o tamanho da sua simpatia.



Apesar da boa vontade samaritana, nos dias que se sucederam à tragédia muitos milhares de pessoas morreram debaixo dos escombros por falta de má…

¿Es la publicidad de las ONG demasiado emotiva?.

En la época en la que fui responsable de captación de fondos de Amnistía Internacional - España, más de una vez me llevé una decepción cuando presentaba a mis compañeros, todo ufano, los bocetos de una nueva campaña publicitaria recién salida del horno de la agencia y algunos encontraban que estaban demasiado cargadas las tintas en movilizar las emociones de la audiencia. La controversia estaba servida una vez más: ¿es lícito tocar el corazón de la gente o debemos limitarnos a conectar con sus mentes? ¿Cuándo la dosis adecuada de sentimientos se convierte en censurable sensiblería?La polémica no parece resoluble dado que la publicidad se suele valorar desde la impresión subjetiva que provocan los anuncios en cada individuo. Y ya se sabe, en cuestión de gustos, no hay nada escrito. Siempre he tratado de ver la publicidad al margen de mis preferencias personales, pero es cierto que resulta imposible ser totalmente objetivo. No podemos desprendernos en nuestro análisis de las sensaciones…

A responsabilidade social

Milton Friedman afirmou repetidas vezes que a única responsabilidade social das empresas é a maximização do lucro. Recordá-lo nos tempos que correm em nada contribui para melhorar a sua já muito abalada reputação. Ou não será bem assim?

A responsabilidade social ameaça tornar-se numa exigência incontornável a que nenhum gestor civilizado pode furtar-se sob pena de proscrição. As empresas contemporâneas, diz-se, não devem refugiar-se na preocupação com a rentabilização dos seus negócios, fechando os olhos aos problemas que ameaçam a humanidade e o planeta, entre eles a degradação ambiental e a persistência de desigualdades gritantes neste mundo que partilhamos.

Como decidir, porém, no meio de tanta desgraça que afecta a humanidade – incluindo as guerras, a carência de água potável ou a poluição atmosférica – em que domínios deverá uma empresa responsável concentrar as suas atenções? Assim que se coloca esta pergunta, logo se revelam as insuficiências do conceito mais corrente e ingénuo d…