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O que andam as estrelas a fazer para salvar o mundo


Clima, sida, guerra, pobreza... há uma estrela para cada problema mundial. Mas nem todos os porta-vozes são igualmente empenhados;



Luzes, câmara... e caridade? Cada vez mais estrelas do cinema e televisão tentam salvar o mundo, seja na luta contra o aquecimento global, contra a fome em África ou contra a sida. Leonardo di Caprio é a estrela mais "verde" de Hollywood, Angelina Jolie a mais preocupada com os refugiados, George Clooney o mais empenhado em chamar a atenção para a crise no Darfur, Bono o mais estridente contra a pobreza. Mas a estrela que mais verbas gasta em caridade é mesmo a apresentadora Oprah Winfrey.Winfrey doa anualmente mais de 50 milhões de dólares para várias acções e organizações, incluindo a sua Oprah"s Angel Network e a Academia da Liderança, que gere uma escola para raparigas na África do Sul. "Espera-se muito daqueles a quem se dá muito", disse Oprah Winfrey. "Não se pode participar de todos os benefícios do mundo e não dar algo de volta. Vai contra as leis da física. Se não se der de volta, então o que se tem estará diminuído", explicou a rainha dos talk-shows ao jornal norte-americano USA Today.

Outra estrela que aparece sempre que se fala em causas humanitárias é Angelina Jolie. A actriz diz que doa um terço do seu rendimento para acções de caridade e paga as suas deslocações feitas como embaixadora do Alto-Comissariado para os Refugiados da ONU. Falando sobre o seu empenho nestas causas, Angelina Jolie diz que dá e recebe. "Estas pessoas inspiram-me", afirmou numa entrevista à CNN. "Penso, meu Deus, as coisas por que estas pessoas passaram...Devo a todas elas parar com as choraminguices de que estou cansada e fazer alguma coisa porque é o mínimo que posso fazer."

Angelina também chama a atenção por causa das adopções de crianças - um menino do Camboja, uma menina da Etiópia e ainda um outro menino do Vietname.

Já o companheiro de Jolie, Brad Pitt, tem juntado ecologia com ajuda após catástrofe no seu projecto para Nova Orleães, com uma fundação chamada Make it Right. A fundação encarregou 13 empresas de arquitectura de projectar 150 casas que substituirão casas destruídas pelo furacão Katrina, em 2005. As casas devem ser praticamente auto-sustentáveis em termos energéticos - até agora foram construídas 15 habitações.

O casal "Brangelina" estava em sexto lugar na lista das celebridades mais generosas, com doações de 8,4 milhões de dólares em 2007.

A história das celebridades contribuírem para acções de caridade não é nova - mas actualmente quase que se espera que as estrelas tenham o seu projecto para salvar o mundo. A revista Time tem até uma palavra para isso: charitainment. As estrelas usam a caridade para aparecer, as organizações usam as estrelas para terem mais notoriedade. Todos ganham.

Mas o presidente do American Institute of Philantropy, Daneil Borochoff, diz que os supostos porta-vozes das causas nem sempre contribuem financeiramente para elas - ou pior, denuncia, chegam mesmo a ser pagos pelas organizações para as representarem. "O que é problemático é quando estas pessoas são pagas pelo seu trabalho de caridade", disse Borochoff ao USA Today. "Pode haver alguma quantia para que apareçam num dado evento. Nem toda a gente contribui", disse.

Comércio mais justo

Do outro lado do oceano, é impossível não falar de Bono quando se trata de estrelas que se dedicam a chamar a atenção para os problemas mundiais. O irlandês foi incluído na lista da revista Forbes de "celebridades generosas" pelo seu trabalho a favor da Debt Aids Trade África, que junta a luta contra a sida em África com a campanha da redução da dívida de países africanos.

O envolvimento de Bono em caridade não é de agora - ainda há pouco tempo se comemoraram os 25 anos sobre o lançamento da Band Aid e do seu Do They Know It"s Christmas, projecto lançado por Bob Geldof. Bono é ainda o promotor de produtos RED, cuja compra reverte para a luta contra a sida, e da empresa de vestuário Edun, que tenta estimular o comércio com países pobres com regras de comércio mais justas.

Nos concertos dos U2, Bono aproveita para falar da luta contra a pobreza, mas diz que tem de se conter: "uma banda rock é uma banda rock e não pode ser aborrecida", disse recentemente à BBC. "Quando começo a falar da pobreza, sei que tenho o Larry Mullen, o nosso baterista, atrás de mim, olhando para o relógio, a controlar o tempo", disse. Bono contribuiu ainda com 50 mil dólares para uma organização de ajuda a vítimas de abusos sexuais na Irlanda.

Também no plano empresarial, o actor Paul Newman fundou a empresa Newman"s Own, de produtos orgânicos - boa parte dos lucros revertem para caridade e a empresa já doou mais de 280 milhões de dólares para várias organizações desde a sua fundação em 1982.

Outra estrela que tem levado a cabo recentemente esforços de caridade é Madonna. A estrela da pop é uma das fundadoras da organização Raising Malawi, que se dedica aos órfãos do país, muitos deles perderam os pais vítimas de sida - e acabou mesmo por adoptar um menino do Malawi em 2006, numa acção que causou polémica. Recentemente, a cantora esteve no Rio de Janeiro para encontros com responsáveis de empresas, incluindo o multimilionário Eike Baptista, com o objectivo de estabelecer um projecto social não especificado.

Entre as estrelas há quem defenda causas que estão mais em voga - Leonardo di Caprio tem a vida facilitada com a ecologia, uma das causas mais populares. A estrela voa em aviões comerciais e não em jactos privados, conduz um carro híbrido, e co-escreveu, co-produziu e narrou um documentário, The 11th Hour, sobre o aquecimento global.

Já George Clooney escolheu o Darfur para emprestar o seu poder mediático. No início deste ano, o actor visitou campos de refugiados no Chade e tenta chamar a atenção para uma guerra que, diz, está injustamente esquecida.

Por outro lado, há ainda casos em que o poder das celebridades não é suficiente para pôr a causa nas páginas dos jornais: por exemplo os esforços da cantora australiana Natalie Imbruglia para falar das fistulas anais nas mulheres africanas não são especialmente bem-sucedidos, nem os da actriz Natalie Portman para a sua organização Foundation for International Community Assistance, que tenta fazer "com que os bancos abram os seus serviços aos mais pobres".

fonte Público

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