Primeiro foi o fundador do Facebook a fazê-lo. Um balde com água
gelada sobre o corpo, tudo por uma boa causa. Mark Zuckerberg lembrou-se
depois de desafiar outros a imitá-lo. Bill Gates foi um dos desafiados e
aceitou. Construiu mesmo uma estrutura para a simples tarefa de levar
com um balde com água e filmou tudo. O desafio do balde com água gelada começou em Julho e um mês depois é um fenómeno nos Estados Unidos, com vários posts e vídeos publicados nas redes sociais.
O desafio começou a tornar-se viral e os vídeos de baldes com água gelada
enfiados pela cabeça encheram páginas no Facebook e o Twitter de
mensagens. Mais de 15 milhões de pessoas falaram sobre o assunto no
Facebook, publicaram mensagens, comentaram e fizeram “gosto” na página
de alguém.
A iniciativa passou a ter como objectivo ajudar associação norte-americana de esclerose lateral amiotrófica ALS Association
e para tal é pedido a alguém que faça um vídeo onde termina molhado no
espaço de um dia e lance o mes…
Ficaria espantado se lhe disser que as celebridades ricas e famosas saem mais beneficiadas do que as instituições e as causas que promovem?
A presença da Angelina, do Bono ou do George Clooney tem sido uma característica da angariação de fundos na última década. Mas agora os académicos britânicos encontraram algumas evidências que apontam para a ineficácia das celebridades na sensibilização para as causas que promovem.
Uma tese curiosa e interessante que vale a pena ler neste artigo do The Independent.
Mais uma boa notícia. Pode parecer uma gota no oceano das necessidades da FENACERCI, mas nestas andanças do fundraising nós já sabemos que todas as gotas contam e podem fazer toda a diferença!
No passado domingo, o The Voice teve uma Gala Solidária para angariar dinheiro para o Pirilampo Mágico. Ao todo, a gala conseguiu juntar 23.150€ para melhorar a vida de crianças, jovens e adultos com necessidades especiais.
Para isso, contou com a participação de todos os concorrentes que chegaram à fase final do The Voice e de algumas participações especiais, como a de Mel, da série Água de Mar.
Será que a angariação de fundos através do Direct Mail (DM) já passou de moda e foi substituída por métodos de angariação de fundos online?
O último relatório da Blackbaud "Charitable Giving Report" observa que as doações online representam 6,4% das
receitas angariadas em 2013 e tem um crescimento de 13,5%.
Se assumirmos um crescimento anual de 13,5% em doações online, em 2024 vai chegar a 25,8% e provavelmente em 2030, ao atingir 55,1%, tornar-se no principal meio de angariação de fundos. Só nessa altura é que vai começar o reinado da angariação de fundos online.
É uma suposição arriscada pensar que o fundraising on-line irá crescer 13,5% ao ano nos próximos 17 anos. Podemos chegar aos 50%
das receitas obtidas online muito mais cedo - ou mais tarde.
O mais importante nisto tudo é que, em fundraising, ainda não estamos na
era online. O DM ainda é o rei da angariação de fundos.
Se trabalha nesta área, deve levar muito a sério o DM. Vai ser assim por muito tempo. Ignorar…
Um texto muito interessante sobre a forma como a sociedade escrutina os profissionais de fundraisng Dá que pensar esta reflexão de Dan Pallotta. O artigo completo aqui.
First, we allow the for-profit sector to pay
people competitive wages based on the value they produce. But we have a
visceral reaction to the idea of anyone making very much money helping
other people. Want to pay someone $5 million to develop a blockbuster
videogame filled with violence? Go for it. Want to pay someone a
half-million dollars to try to find a cure for pediatric leukemia?
You're considered a parasite.